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Marítimo 24/09/2021

Aumento do frete marítimo e seus impactos no comércio exterior

Postado por: Alex Heleodoro

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O que antes era considerado um custo que não gerava sustos no comércio exterior, ultimamente vem sendo pauta em todo o mundo: o aumento do frete marítimo a patamares realmente consideráveis.

Desde o início da pandemia de Covid 19 – mas não por causa apenas desse fator – os custos do transporte marítimo têm deixado empresas e indústrias preocupadas, já que, no fim das contas, o consumidor final também pode sentir no bolso.

Será que existem perspectivas de melhora nesse cenário? Vamos entender o que está acontecendo. 

 

O que está por trás do aumento do frete marítimo?

Bom, antes de tudo, vale lembrar que o aumento do frete marítimo é algo que pode ocorrer normalmente dentro da exportação e da importação de mercadorias.

No entanto, dessa vez, uma série de fatores proporcionou um aumento que realmente é expressivo e tem preocupado o mercado internacional. 

De acordo com dados da Drewry World Container Index., o frete de um container do porto de Xangai (China) para Roterdã (Holanda) está custando 10 vezes mais em 2021 comparado a maio de 2020. O valor ultrapassa os US$ 10 mil. Já o mesmo container da Ásia para os EUA subiu mais de seis vezes. 

O que está acontecendo, enfim? Existem, pelo menos, três explicações.

A primeira delas é, certamente, a pandemia de Covid-19, já que causou uma série de consequências, como a paralisação das atividades e falta de mão de obra – inclusive com surtos da doença em alguns portos.

Outro incidente que também contribuiu para o aumento do frete marítimo foi o encalhamento do porta-container Ever Given no Canal de Suez em março de 2021.

O gigante de 400 metros de comprimento permaneceu por seis dias bloqueando a parte sul do canal, causando um verdadeiro congestionamento com mais de 400 embarcações e a falta de contêineres, prejudicando a logística internacional. Os efeitos ainda são sentidos. 

Aliás, a escassez de contêineres é outro motivo que provocou o aumento do preço do frete marítimo. Um marco foi um surto de Covid no Terminal Internacional de Contêineres de Yantian (China). O resultado foi a diminuição de 40% na carga de trabalho e mais de 300 mil contêineres parados aguardando os trâmites de liberação.

Tudo isso resultou, ainda, no congestionamento de alguns portos importantes para a logística do comércio internacional. Com portos em baixa operação, uma das soluções foi procurar por outros portos, acarretando filas de navios para embarque e desembarque. 

Resumindo: pandemia, falta de mão de obra, escassez de contêineres, congestionamento em portos estratégicos. Todos esses fatores combinados ocasionaram no aumento do frete marítimo que vem assustando o setor de Comex (Comércio Exterior). 

 

Quais são os impactos do aumento do frete marítimo?

Precisamos levar em consideração a importância do transporte marítimo no mundo: mais de 80% do comércio exterior é feito por esse modal. 

Imagine, portanto, o impacto na empresa e no preço final das mercadorias com um frete custando até 10 vezes mais?

A nível global, a preocupação com o aumento do frete marítimo se dá por conta da já acelerada da inflação, que já se caracteriza por um aumento acentuado e contínuo nos preços. 

Os impactos, portanto, são sentidos pelas economias do mundo, ainda mais quando falamos em comércio de produtos manufaturados. Vamos explicar melhor.

Existem dois tipos de produtos a serem importados e exportados: as commodities e os manufaturados.

Os itens de commodities são aqueles produtos básicos não-industrializados essenciais para o consumo humano, como carne, soja, café, etc.

Quando ocorre o aumento do frete marítimo, a tendência é a redução da rentabilidade das empresas – afinal, estamos falando de produtos que não deixarão de ser comprados, já que são essenciais. 

Além da redução do lucro, algumas empresas precisarão repassar esse aumento ao cliente, que, por sua vez, tende a repassar ao consumidor final. 

Isso por si só já é um impacto negativo – mas ainda existe uma preocupação maior com os produtos manufaturados, que incluem bens de consumo duráveis e não duráveis, bens de produção e bens intermediários.

Quando ocorre o aumento do frete marítimo, além da falta de container e, consequentemente, de navio, ocorre o risco de que a operação seja cancelada – ou, ainda, que a empresa simplesmente perca a venda, causando um grande impacto na economia.

E, lá na ponta desse iceberg, temos os consumidores finais. Até o cafezinho comprado ou os brinquedos para os filhos sofrem o impacto do aumento do preço. Isso faz com que o setor varejista tenha três alternativas:

  • aumentar os preços dos produtos;
  • absorver o custo mais alto (diminuindo a rentabilidade) para repassar ao consumidor mais tarde;
  • interromper as importações, causando desabastecimento ou a compra de produtos mais caros. 

 

Mas quais são as perspectivas de melhora? Bom, especialistas afirmam que a situação deve começar a se normalizar em 2022. 

Até lá, vale a pena estudar algumas alternativas de rotas e de rebalanceamento da frota para que a sua importação ou exportação tenha o melhor custo-benefício possível.

Para isso, conte com a ajuda da equipe da Marco Polo Multimodal através deste link. Se preferir, envie um e-mail para comercial@marcopolomultimodal.com.br ou um WhatsApp no número (48) 9 9983-0474.