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Aéreo 11/08/2025

Cotação de frete aéreo internacional – Desvendando o caminho para o sucesso na exportação

Postado por: Alex Heleodoro

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Cotação de frete aéreo internacional: Desvendando o caminho para o sucesso na exportação

A exportação é um pilar fundamental para o crescimento econômico de qualquer nação, impulsionando indústrias, gerando empregos e conectando mercados. No Brasil, o setor de exportação tem se mostrado cada vez mais dinâmico, com empresas buscando novas oportunidades em mercados globais. Para muitos produtos, a agilidade e a segurança do transporte aéreo internacional tornam-se um diferencial competitivo crucial. Mas como funciona a cotação desse tipo de frete? Quais são os segredos para otimizar custos e garantir uma operação eficiente? Neste guia completo, desvendaremos os principais aspectos do frete aéreo internacional, desde sua definição até as informações essenciais para uma cotação precisa.

O que é frete aéreo internacional?

O frete aéreo internacional refere-se ao transporte de mercadorias entre países utilizando aeronaves. Este modal é caracterizado pela sua rapidez, segurança e capacidade de alcançar destinos remotos em um curto espaço de tempo. É a escolha ideal qualquer mercadoria que exija controle dos custos de transporte, entrega rápida e confiável. Diferente do transporte marítimo ou o transporte rodoviário internacional, que pode levar dias, semanas ou meses, o frete aéreo reduz o tempo de trânsito para dias ou até mesmo horas, minimizando riscos de perdas, avarias, otimizando a cadeia de suprimentos e reduzindo os riscos de aumento de custos na operação de transporte.

Documentos essenciais para a exportação aérea

A burocracia é uma parte necessária e complexa do comércio exterior, e a exportação aérea não está livre das exigências e procedimentos que norteiam cada embarque realizado. A correta emissão e apresentação dos documentos são cruciais para evitar atrasos e problemas durante a coleta e entrega, durante o processo de despacho aduaneiro, carga e descarga dentro dos terminais, tratamento fitossanitário e procedimentos realizados por órgãos de governo. Os principais documentos exigidos para a exportação aérea incluem:

  • Fatura Comercial (Commercial Invoice): Documento que detalha a transação de venda, incluindo descrição da mercadoria, quantidade, valor unitário e total, condições de pagamento e É a base para o cálculo de impostos, tributos e taxas.
  • Packing List (Romaneio de Carga): Lista detalhada de todos os itens contidos em cada volume da carga, com suas respectivas dimensões, peso bruto e líquido. Facilita a conferência da mercadoria no embarque e desembarque.
  • Conhecimento de Embarque Aéreo (Air Waybill – AWB): A AWB, é o contrato de transporte entre o exportador e a companhia aérea ou agente de cargas. Serve como comprovante de recebimento da mercadoria e contém informações sobre a carga, remetente, consignatário, voo, aeroportos de origem e destino, e o valor do frete.
  • Declaração Única de Exportação (DU-E): Documento eletrônico que consolida as informações aduaneiras, fiscais e comerciais da exportação. É o principal instrumento para o controle aduaneiro no Brasil.
  • Certificado de origem: O CO – Certificado de origem, é o documento que comprova a origem da mercadoria, sendo essencial para a aplicação de acordos comerciais e tarifas preferenciais.
  • Licença de exportação ou importação (quando necessário): Determinados produtos exigem licenças específicas para serem exportados ou importados dependendo de sua natureza (ex: produtos de origens animal ou vegetal, produtos controlados, armas, etc.)
  • Outros documentos específicos: Dependendo do tipo de mercadoria e do país de destino, podem ser exigidos documentos adicionais, como certificados sanitários, fitossanitários, laudos técnicos, entre outros.

Principais Aeroportos de embarque de exportação aérea do Brasil

O Brasil conta com uma infraestrutura aeroportuária em constante desenvolvimento, com alguns aeroportos se destacando como hubs importantes para a exportação aérea. Os principais são:

  • Aeroporto internacional de São Paulo/Guarulhos (GRU): É o maior e mais movimentado aeroporto do Brasil e da América Latina, com uma vasta rede de voos internacionais de carga e passageiros. Possui uma infraestrutura robusta para o manuseio de cargas.
  • Aeroporto internacional de Viracopos (VCP) – Campinas: Especializado em carga aérea, Viracopos é um dos principais portões de entrada e saída de mercadorias no Brasil. Sua localização estratégica e a grande quantidade de voos cargueiros o tornam uma opção muito procurada.
  • Aeroporto internacional do Rio de Janeiro/Galeão (GIG): Importante aeroporto para o fluxo de cargas, especialmente para o sudeste do Brasil, com boa conectividade internacional.
  • Aeroporto internacional de Manaus (MAO): Fundamental para a exportação de produtos da Zona Franca de Manaus, conectando a região com mercados globais.
  • Aeroporto Internacional de Curitiba/São José dos Pinhais (CWB): Com crescente volume de cargas, atende à demanda da região sul do país.
  • Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola (JOI): O terminal de carga de Joinville, embora menor em comparação com outros grandes centros, atende a uma região industrial importante de Santa Catarina. Sua relevância está na proximidade com indústrias manufatureiras e automotivas, o que o torna um ponto estratégico para a exportação de produtos de alto valor agregado e a importação de componentes. O foco geralmente é em cargas com destino ou origem no norte do estado de Santa Catarina.
  • Aeroporto internacional Hercílio Luz (FLN): O terminal de carga de Florianópolis, operado pela Zurich Airport Brasil, tem se modernizado e ampliado sua capacidade nos últimos anos. Ele é um importante hub para a importação e exportação de mercadorias no sul do Brasil, com destaque para produtos eletrônicos, farmacêuticos e têxteis. A melhoria da infraestrutura e dos processos tem atraído um volume crescente de cargas, posicionando-o como um player relevante na logística aérea catarinense.
  • Aeroporto internacional Salgado Filho (POA): O terminal de carga de Porto Alegre é um dos mais movimentados da região Sul. Sua localização estratégica e a forte presença de indústrias no Rio Grande do Sul fazem dele um ponto vital para o escoamento de produtos agrícolas, metalúrgicos, automotivos e calçadistas, além da entrada de insumos para esses setores. A Fraport Brasil, administradora do aeroporto, tem investido em infraestrutura e tecnologia para otimizar as operações de carga.
  • Aeroporto internacional de Belo Horizonte (CNF): O Aeroporto de Confins se consolidou como um dos maiores e mais modernos terminais de carga aérea do Brasil, sendo um dos principais portões de entrada e saída de Minas Gerais. Sua infraestrutura robusta, que inclui armazéns alfandegados e tecnologias avançadas de manuseio de carga, permite a movimentação de um grande volume e variedade de produtos, desde eletrônicos e produtos farmacêuticos até minérios e componentes industriais. A localização central no Sudeste também contribui para sua relevância logística.
  • Aeroporto internacional Pinto Martins (FOR): O terminal de carga de Fortaleza tem ganhado destaque como um importante hub no Nordeste. Sua posição geográfica privilegiada, mais próxima da Europa e da América do Norte, o torna atraente para empresas que buscam rotas mais eficientes. O aeroporto movimenta uma variedade de cargas, incluindo frutas frescas, pescados, produtos têxteis e eletrônicos. Os investimentos recentes em infraestrutura visam expandir ainda mais sua capacidade e conectividade.
  • Aeroporto internacional Gilberto Freyre (REC): O terminal de carga de Recife é outro ponto estratégico no Nordeste brasileiro, servindo como porta de entrada e saída para diversos setores da economia pernambucana e dos estados vizinhos. O aeroporto movimenta cargas como produtos eletrônicos, farmacêuticos, automotivos e têxteis. Sua infraestrutura e capacidade de armazenamento são essenciais para atender à demanda da região, que possui um polo industrial em crescimento.

Incoterms utilizados na exportação Aérea

Os Incoterms (International Commercial Terms) são regras internacionais padronizadas que definem as responsabilidades de exportadores e importadores no comércio exterior, especialmente em relação aos custos e riscos do transporte. Na exportação aérea, os  Incoterms frequentemente utilizados são:

  • EXW (Ex Works): O exportador disponibiliza a mercadoria em suas instalações (fábrica, armazém), e o importador assume todos os custos e riscos a partir desse ponto. É o Incoterm que impõe o menor risco e responsabilidade ao exportador.
  • FCA (Free Carrier): O exportador entrega a mercadoria a um transportador ou outra pessoa nomeada pelo importador, em um local acordado. A responsabilidade e os custos são transferidos ao importador nesse ponto. É muito utilizado no transporte aéreo, pois o exportador entrega a carga ao agente de cargas internacionais no aeroporto ou em outro local acordado.
  • CPT (Carriage Paid To): O exportador paga o frete até o local de destino nomeado. Os riscos de perda ou dano da mercadoria são transferidos ao importador quando a mercadoria é entregue ao primeiro transportador.
  • CIP (Carriage and Insurance Paid To): Similar ao CPT, mas o exportador também contrata e paga o seguro internacional All Risks contra o risco de perda ou dano da mercadoria durante o transporte até o local de destino nomeado.
  • DAP (Delivered at Place): O exportador entrega a mercadoria no local de destino nomeado, pronta para ser descarregada, mas sem despacho aduaneiro de importação. O exportador arca com todos os custos e riscos até a chegada da mercadoria ao local de destino.
  • DDP (Delivered Duty Paid): O exportador entrega a mercadoria no local de destino nomeado, desembaraçada para importação e pronta para ser descarregada. O exportador arca com todos os custos e riscos, incluindo impostos e taxas de importação. É o Incoterm que impõe a maior responsabilidade ao exportador.

A escolha do Incoterm impacta diretamente a cotação do frete internacional, pois define quem será responsável por cada etapa do transporte e seus custos associados.

Como embalar uma carga de exportação aérea

A embalagem adequada é crucial para a segurança e integridade da carga durante o transporte aéreo internacional. Uma embalagem deficiente pode resultar em danos à mercadoria, atrasos e custos adicionais. As diretrizes gerais incluem:

  • Proteção contra impactos: Utilize materiais de amortecimento (plástico bolha, espuma, isopor) para proteger a mercadoria de choques e vibrações.
  • Resistência: A embalagem externa deve ser resistente o suficiente para suportar o manuseio e o empilhamento. Caixas de papelão ondulado de alta resistência, caixas de madeira ou engradados são boas opções.
  • Vedação: A embalagem deve ser bem vedada para proteger a mercadoria contra umidade, poeira e contaminação. Fitas adesivas de alta qualidade e filme stretch são recomendados.
  • Identificação: Cada volume deve ser claramente identificado com etiquetas contendo informações como nome do exportador e importador, endereço, número do AWB, peso bruto e líquido, dimensões e instruções de manuseio (frágil, este lado para cima, etc.).
  • Peso e dimensões: Respeite os limites de peso e dimensões impostos pelas companhias aéreas e agentes de carga para evitar taxas extras, multas ou recusa de embarque.
  • Cargas específicas: Mercadorias perigosas, perecíveis ou de alto valor exigem embalagens e procedimentos específicos, seguindo regulamentações internacionais (como as da IATA – International Air Transport Association).
  • Tratamento Fitossanitário ou Fumigação: A fumigação ou tratamento fitossanitário é um processo crucial para as embalagens de madeira utilizadas em exportações aéreas. Sua importância se baseia na prevenção da propagação de pragas e doenças que podem estar presentes na madeira, protegendo assim a biodiversidade dos países importadores e evitando grandes prejuízos econômicos e ambientais. Após a fumigação ou tratamento fitossanitário, a embalagem de madeira deve ser carimbada com um carimbo com a marca IPPC (International Plant Protection Convention). Esse carimbo é uma certificação global de que a embalagem foi devidamente tratada conforme a Norma Internacional para Medidas Fitossanitárias Nº 15 (NIMF 15). Ele contém informações como o código do país, o código do produtor do tratamento e o tipo de tratamento aplicado (por exemplo, HT para tratamento térmico ou MB para brometo de metila, no caso da fumigação). A ausência da fumigação ou tratamento fitossanitário em embalagens de exportação aérea pode gerar uma série de problemas graves como a recusa da entrada da carga pelo país de destino, a atrasos e custos adicionais, danos à reputação do exportador, risco biológico ao país de destino e até mesmo multas e sanções praticadas pelo pais de destino ao exportador e ao importador. Por todos estes motivos, a fumigação ou tratamento fitossanitárioe a correta identificação das embalagens de madeira não são apenas exigências burocráticas, elas são medidas essenciais para a proteção ambiental global e para garantir a fluidez e a segurança do comércio internacional.

Informações essenciais para a cotação de exportação aérea

Para que o agente de cargas internacionais possa fornecer uma cotação precisa e competitiva para o frete aéreo internacional, o exportador deve fornecer as seguintes informações detalhadas:

  • Origem da carga: Endereço completo de coleta da mercadoria.
  • Destino da carga: Endereço completo de entrega da mercadoria no país importador.
  • Descrição da mercadoria: Nome do produto, tipo, natureza (ex: perecível, perigosa, frágil), e código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul).
  • Peso bruto e líquido: Peso total da mercadoria, incluindo e excluindo a embalagem.
  • Dimensões: Comprimento, largura e altura de cada volume ou da carga total. Essas informações são cruciais para o cálculo do peso cubado, que muitas vezes é o que determina o custo do frete aéreo.
  • Quantidade de volumes: Número total de caixas, paletes ou outros volumes.
  • Valor da mercadoria (Valor CIF): Valor da mercadoria para fins de seguro e Declaração Única de Exportação (DUE).
  • Incoterm desejado: Indicação do Incoterm que regerá a operação (EXW, FCA, CPT, CIP, DAP, DDP, etc.).
  • Data de prontidão da carga: Data em que a mercadoria estará disponível para coleta.
  • Data desejada de embarque: Preferência de data para o voo.
  • Serviços adicionais: Necessidade de seguro internacional All Risk, armazenagem, desembaraço aduaneiro na origem ou destino, ou outros serviços logísticos.
  • Nome e contato do consignatário: Informações do importador no país de destino.

Quanto mais detalhadas e precisas forem as informações fornecidas, mais rápida e assertiva será a cotação, evitando surpresas e otimizando o processo.

Vantagens do Frete Aéreo Internacional em relação a outros modais

Embora o frete aéreo possa ter um custo mais elevado em algumas rotas, dependendo do pais de origem e destino, o custo menor poderá surpreender o exportador ou importador, principalmente se for comprado o serviço porta a porta. Pode também ser observado outras vantagens que podemos destacar abaixo:

  • Velocidade: É o modal mais rápido, ideal para mercadorias urgentes, perecíveis ou com ciclo de vida curto. Reduz significativamente o tempo de trânsito, acelerando a entrega ao cliente final.
  • Segurança: Aeroportos e companhias aéreas possuem rigorosos controles de segurança, minimizando o risco de roubos, extravios e danos à carga.
  • Confiabilidade: Os cronogramas de voos são geralmente mais previsíveis e menos sujeitos a atrasos do que outros modais, garantindo maior pontualidade na entrega.
  • Alcance global: O transporte aéreo permite alcançar praticamente qualquer destino no mundo, mesmo em regiões sem acesso marítimo ou rodoviário direto.
  • Redução de estoques: A agilidade do frete aéreo permite que as empresas mantenham níveis de estoque mais baixos, otimizando o capital de giro e reduzindo custos de armazenagem.
  • Menos burocracia em trânsito: Diferente do transporte rodoviário internacional, que pode envolver múltiplas fronteiras e regulamentações, o frete aéreo simplifica o trânsito entre países.
  • Ideal para cargas de alto valor: Para produtos caros e compactos, o custo do frete aéreo é proporcionalmente menor em relação ao valor da mercadoria, tornando-o economicamente viável.
  • Manuseio especializado: As instalações de carga aérea são projetadas para manusear uma ampla variedade de mercadorias, incluindo aquelas que exigem condições especiais (temperatura controlada, cargas perigosas).

Em suma, a cotação de frete aéreo internacional é um processo que exige atenção aos detalhes e um bom relacionamento com agentes de cargas internacionais especializados. Ao entender a necessidade da realização dos procedimentos corretos e confecção de documentos exigida, o exportador estará mais preparado para tomar decisões estratégicas, otimizar seus custos logísticos e garantir o sucesso de suas operações no mercado global. A agilidade e a segurança do transporte aéreo internacional podem ser o diferencial que sua empresa precisa para conquistar novos mercados e expandir seus negócios internacionalmente.

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